Serviços
Ajudamos de quatro formas, e a proposta diz sempre qual delas está em jogo. Os serviços que executamos com equipe própria têm escopo escrito, entregável definido e prazo; o preço é definido para o escopo acordado.
Quatro modalidades, e o nosso papel em cada uma
| Modalidade | O que fazemos | Quem executa e quem contrata | Preço |
|---|---|---|---|
| Recurso gratuito | Disponibilizamos ferramenta, guia ou nota: a autoavaliação, o guia de IA, o kit de contratação, o levantamento de preços. | Ninguém contrata nada pelo uso. | Gratuito. Não há patrocínio; o custo é do titular. |
| Recomendação ou conexão | Analisamos a demanda e apresentamos alternativas ou prestadores — profissionais, organizações ou soluções tecnológicas — com os critérios da seleção. | A instituição contrata o prestador diretamente, quando assim se definir. | A triagem é gratuita. Recomendação a instituição pública não gera comissão de fornecedor para nós. Se houver serviço de avaliação contratado, seu preço vai na proposta. |
| Projeto coordenado | Definimos e acompanhamos escopo, qualidade, equipe e entregas de um trabalho executado por profissionais ou empresas que reunimos para o caso. | Contratos e papéis definidos por projeto: quem contrata, quem executa, sob que vínculo e regime. A proposta identifica os responsáveis. | Preço total, entregas, coordenação (incluída ou cobrada à parte, dito na proposta) e condições de ajuste. |
| Execução própria | Entregamos o serviço sob nossa responsabilidade: os serviços com execução própria, abaixo. | Equipe e vínculo compatíveis com o contrato; o contratante recebe a identificação e a qualificação de quem executa. | Faixa por escopo, publicada, com inclusões e custo total comprometido. |
Coordenação: o que ela entrega e como é cobrada
Coordenar é tornar o conhecimento especializado utilizável na realidade de uma instituição. Para o cliente entender o que paga, a coordenação tem entregas próprias:
- Especificação da necessidade e dos resultados esperados.
- Avaliação de alternativas e composição da equipe.
- Planejamento, acompanhamento e controle de qualidade.
- Integração das contribuições dos especialistas, explicitando as divergências relevantes para a decisão.
- Documentação, transferência de conhecimento e encerramento.
Preço: fixo por projeto ou por etapa; mensalidade com escopo definido quando houver acompanhamento continuado. Nunca porcentagem do valor do fornecedor — isso faria a nossa remuneração crescer quando a solução fica mais cara, sem aumento do trabalho de coordenar.
Duas estruturas possíveis, ditas na proposta: (1) respondemos pela entrega completa, com preço total do projeto, coordenação incluída e responsabilidades claras; ou (2) a instituição contrata os especialistas diretamente, e o preço da coordenação vem separado dos contratos dos executores. A segunda não é criada para contornar regra: em contrato público, execução por terceiros e subcontratação dependem do regime e das condições da contratação, com restrições próprias na inexigibilidade (Lei 14.133, art. 74, §4º, e art. 122).
Parcerias técnicas, sem comissão
Trabalhamos com parceiros para execução especializada, integração e implantação de soluções, capacitação, pesquisa e desenvolvimento de produtos conjuntos e suporte técnico. Nesses casos recebemos pelo trabalho que entregamos, contratado explicitamente. Recomendação a instituição pública não gera comissão de fornecedor para nós: se o cliente nos contrata para identificar a solução mais adequada, receber dinheiro do fornecedor escolhido criaria um incentivo difícil de explicar — e apenas informá-lo não eliminaria o conflito. Nunca somos, na mesma decisão, o avaliador contratado pelo comprador e o vendedor remunerado pelo fornecedor. Se um dia existir revenda ou comissão em outro contexto, será relação comercial declarada, e nunca nesse caso.
Sobre soluções tecnológicas
Não temos sistema próprio à venda. Quando o problema for de ferramenta, podemos recomendar uma — separando na proposta o preço do fornecedor, o da implantação, o do suporte e o dos nossos serviços — ou coordenar a implantação. Antes de recomendar software, verificamos se o que falta é rotina e conhecimento da norma — que é o que resolvemos com formação e diagnóstico — ou se é, de fato, ferramenta.
Relatórios e estudos: uma linha própria
Relatórios técnicos, administrativos, científicos e de análise de política pública são produtos, gratuitos ou pagos. O comprador paga por seleção, tratamento, interpretação, comparação, atualização e aplicação prática da informação; a origem pública dos dados não impede um produto analítico original, e a nossa autoria não cria exclusividade sobre leis, atos oficiais ou métodos como tais. Cada publicação diz método, finalidade, financiamento e condições de uso.
| Modalidade | Função | Exemplos | Preço |
|---|---|---|---|
| Publicação gratuita | Utilidade pública e demonstração de competência | Nota sobre mudança normativa; panorama de um serviço público; os estudos e notas já publicados | Gratuito, uso livre com atribuição |
| Relatório de catálogo | Análise aprofundada vendida a vários compradores | Comparativo de soluções; estudo setorial; análise de cenários | Por licença, individual ou institucional; o primeiro título e seu preço serão publicados aqui |
| Assinatura institucional | Acompanhamento periódico | Monitoramento regulatório, orçamentário ou de políticas públicas | Só depois de demonstrada a necessidade de atualização frequente e a capacidade de manter a periodicidade |
| Estudo sob encomenda | Resposta a uma necessidade específica | Diagnóstico institucional; avaliação de alternativas; revisão de evidências | R$ 32.000 a R$ 60.000, conforme a linha de peças técnicas |
Licença não é encomenda. No catálogo, definimos licença, acesso a atualizações e condições de redistribuição. No estudo encomendado, o contrato define propriedade, publicação, reutilização e eventual exclusividade — e, para a Administração, a Lei 14.133 prevê a cessão dos direitos patrimoniais sobre projetos e serviços técnicos especializados (art. 93): um estudo pago por órgão público não vira depois produto exclusivo nosso. Em projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação o tratamento pode ser específico (art. 93, § 2º) e contratos especiais como o CPSI têm regras próprias de propriedade intelectual — resultados, componentes preexistentes, publicação e licenças são negociados em cada instrumento. Confidencialidade contratual respeita a Lei de Acesso à Informação.
Análise política, aqui, é análise de política pública e do funcionamento do Estado: instituições e relações entre Poderes; políticas públicas, orçamento e prioridades governamentais; tramitação legislativa e cenários regulatórios; capacidade administrativa e implementação de programas; comparações entre entes e experiências de outros países. Pesquisa de intenção de voto é outra categoria, com regras próprias, e está na nossa lista de recusas. Em publicação científica, o nome corresponde ao método — revisão narrativa, revisão sistemática, síntese de evidências ou estudo original; uma encomenda define a pergunta e o escopo, nunca a conclusão; e não anunciamos revisão por pares nem certificação que não ocorreram.
Serviços com execução própria
Os serviços abaixo são executados sob nossa responsabilidade. As peças técnicas ficam no domínio da gestão pública, da transparência, da contratação e dos dados; parecer jurídico de advogado, laudo de engenharia e auditoria contábil não são o nosso objeto, e quando o problema é de um deles, dizemos e indicamos.
Formação técnica de equipes
Para quem: equipes de órgãos públicos, prefeituras, câmaras, associações e empresas que se relacionam com o poder público.
Formatos: turma fechada (in-company, presencial ou online) ou turma aberta por inscrição.
Entregável: além das aulas, o material de apoio e os modelos de trabalho ficam com a equipe — a ideia é que ela consiga repetir sem nós.
Faixas: IA no serviço público: R$ 9.000 a R$ 16.000 · Lei 14.133 na prática: R$ 17.000 a R$ 28.000 · Transparência ativa e dados abertos: R$ 14.000 a R$ 22.000 · Nota técnica e parecer defensáveis: R$ 9.000 a R$ 16.000 · Leitura de dado orçamentário e fiscal: R$ 14.000 a R$ 22.000 · Trilha completa — três cursos: R$ 38.000 a R$ 55.000. Todas ficam abaixo do limite de dispensa por valor — o enquadramento, porém, é decisão do órgão.
As trilhas, com ementa, carga horária e pré-requisitos, estão em formação. A tabela completa está em preços.
Diagnóstico de transparência e dados
Para quem: órgãos, autarquias, prefeituras e câmaras que precisam saber onde estão em relação ao que a lei exige — antes de um órgão de controle dizer.
O que a gente olha: transparência ativa (o que deveria estar publicado e não está), funcionamento efetivo do e-SIC e da escada recursal, obrigações declaratórias federais (envio ao SICONFI, publicação no PNCP), qualidade e formato dos dados publicados, e a distância entre o portal e o que a norma pede.
Entregável: relatório com cada lacuna descrita, a base normativa correspondente, o esforço estimado para fechá-la e uma ordem de prioridade — o que resolver primeiro, e por quê. O diagnóstico prioriza evidências e ações; não produz ranking nem promete resultado em avaliação de terceiros.
Prazo típico: 3 a 4 semanas para ente pequeno, 5 a 6 semanas para ente médio ou grande.
Faixa: R$ 22.000 a R$ 34.000 (ente pequeno) · R$ 38.000 a R$ 60.000 (ente médio ou grande). Ambas ficam abaixo do limite de dispensa por valor; o enquadramento é do órgão.
Por que importa: ausência de publicação obrigatória não é omissão neutra — em várias obrigações ela é, ela mesma, um achado registrável por quem fiscaliza. Fechar a lacuna é mais barato que explicá-la depois.
Peças técnicas
O que é: nota técnica, parecer, relatório ou estudo sob encomenda, sobre um problema concreto.
O que vem junto — e é o diferencial: a metodologia declarada e as fontes citadas com data de consulta. Uma peça que o cliente não consegue refazer é uma peça em que ele precisa acreditar; não é o que entregamos.
O que não fazemos numa peça técnica: conclusão sobre conduta de pessoa, juízo de valor apresentado como achado, e número estimado apresentado como número apurado. Onde o dado falta, a peça diz que falta.
Prazo típico: 1 a 3 semanas para nota técnica ou parecer; 4 a 8 semanas para estudo com levantamento de dados.
Faixa: R$ 7.000 a R$ 18.000 (peça avulsa) · R$ 32.000 a R$ 60.000 (estudo com levantamento de dados: consulta e tratamento de bases públicas e, quando contratada, coleta original — entrevistas ou levantamento de campo — que a proposta identifica).
Mentoria técnica continuada
O que é: algumas horas por mês com a equipe do cliente — revisão de trabalho em andamento, apoio a decisão técnica, segunda opinião sobre documento antes de ele sair.
Para quem: equipes pequenas que não têm volume para um contrato grande, mas travam sempre nas mesmas questões.
Compromisso: a mentoria existe para a equipe ganhar autonomia. Se a demanda crescer, verificamos com o cliente se é ampliação de responsabilidades ou sinal de que a transferência de conhecimento não está acontecendo — e ajustamos o escopo.
Faixa: R$ 4.500 a R$ 8.000 por mês, com mínimo de 6 meses.
Projetos de inovação: estruturação, propostas e acompanhamento
Transformamos conhecimento técnico e necessidades institucionais em projetos documentados, com objetivos, evidências, plano de trabalho, orçamento, responsabilidades e critérios de acompanhamento.
Apoiamos instituições públicas, empresas, instituições de pesquisa e organizações que desenvolvem soluções de interesse público. O trabalho pode incluir avaliação inicial de aderência a uma oportunidade, elaboração ou revisão de proposta, organização de documentos e acompanhamento técnico e administrativo da execução.
O que você pode contratar:
- Diagnóstico de aderência. Análise do problema, do perfil da organização e dos requisitos de instrumentos selecionados, com lacunas e próximos passos — inclusive a recomendação de não prosseguir, quando for o caso.
- Estruturação e revisão de propostas. Organização das contribuições dos especialistas, plano de trabalho, entregas, cronograma, orçamento e evidências.
- Acompanhamento do projeto. Coordenação das informações, registros de execução, indicadores e relatórios previstos no escopo.
Conforme o caso e as competências necessárias, apoiamos projetos ligados a contratação pública de solução inovadora (CPSI), chamadas de fomento, programas de crédito à inovação, documentação de PD&I e cooperação com instituições de pesquisa. Lei do Bem e Lei de TICs têm requisitos próprios: a análise técnica é articulada com os responsáveis tributários e demais especialistas pertinentes. Cada instrumento tem beneficiários, despesas e exigências próprios; a existência do instrumento não significa que haja uma chamada aberta.
Nosso papel é definido antes da contratação. Podemos apoiar a instituição demandante, uma organização proponente, ou executar uma entrega do projeto, quando isso for admitido e houver capacidade confirmada. Não atuamos em lados conflitantes de uma mesma oportunidade: quem participa do desenho, da seleção ou da avaliação para o comprador não prepara a proposta de um proponente nesse mesmo procedimento — e trocar o CNPJ não desfaz o conflito. Elaborar a proposta não cria direito de executar o projeto.
Preço: remunera as entregas contratadas, por etapa ou período, com escopo e preço próprios na proposta. Aprovação, concessão de crédito, reconhecimento de incentivo e seleção são decisões das instituições competentes — não garantimos nenhuma delas, e não cobramos porcentagem de recurso aprovado ou de benefício estimado. As faixas desta linha entram em preços à medida que cada formato for definido.
Para começar: informe o problema, o perfil da organização, o estágio do projeto e, se houver, o link do edital ou instrumento. A triagem inicial é gratuita e curta; análises aprofundadas e elaboração de documentos têm escopo e preço próprios.
Como o poder público contrata
Para órgãos e entidades sob a Lei 14.133/2021, as vias são as seguintes; fornecemos proposta e documentação, e a decisão de contratar e o enquadramento são do órgão. Estatais, universidades, associações e organizações da sociedade civil não estão, pelo nome, dentro ou fora desse regime: o que decide é a natureza jurídica, a origem dos recursos e o instrumento — uma universidade pública, por exemplo, contrata sob a Lei 14.133. A proposta diz a quem o serviço se aplica e sob que regime. Num projeto coordenado, quem justificou a contratação é quem executa: a rede não serve para substituir o contratado sem previsão no contrato.
- Dispensa por valor (art. 75, II), para contratações de valor inferior ao limite vigente, observado o somatório do exercício.
- Inexigibilidade (art. 74, III), quando a competição é inviável, mediante demonstração da notória especialização e da sua adequação ao objeto.
- Credenciamento (art. 79), procedimento auxiliar nas hipóteses previstas em lei, com contratação pelo art. 74, IV.
- Licitação, quando for o caso — para serviço técnico especializado de natureza predominantemente intelectual, o pregão é vedado (art. 29, parágrafo único).
Preços
As faixas de todos os serviços estão publicadas, e o levantamento que publicamos é uma das referências consideradas na formação delas. A proposta fechada sai depois de entender o problema — mas a ordem de grandeza não deveria custar uma reunião.
As propostas têm preço definido para o escopo acordado. Ajustes de valor consideram mudanças de formato, volume, prazo e condições de execução.
O que não fazemos
Não trabalhamos para campanha, candidato, partido ou comitê, em nenhuma data, e até 18/12/2026 também não atendemos mandatos parlamentares, gabinetes nem assessores. Um órgão é cliente institucional; a pessoa que o dirige, não. Também não vendemos acesso ou influência sobre decisor; gestão de imagem ou de “nota”; marketing eleitoral, em qualquer forma; pesquisa sobre adversário; supressão de conteúdo; investigação sobre pessoas físicas. As regras completas, e por que elas existem.
Para começar: contato@politica.bsb.br, com o problema em duas ou três frases.